Exposição individual “Nítido e Obscuro”, de Diogo Bolota
Exposição

Exposição individual “Nítido e Obscuro”, de Diogo Bolota

Exposição

  • Nome: Exposição individual “Nítido e Obscuro”, de Diogo Bolota
  • Abertura: 25 de agosto 2025
  • Visitação: até 20 de setembro 2025

Local

  • Local: Objeto Particular
  • Evento Online: Não
  • Endereço: Rua Gustavo Teixeira, 362 – São Paulo

Mostra "Nítido e Obscuro", do artista visual português Diogo Bolota, discute a percepção da realidade na Objeto Particular, em São Paulo


É a segunda exposição individual do artista lusitano no Brasil



O artista visual Diogo Bolota apresenta a exposição “Nítido e Obscuro”, a partir do dia 23 de agosto de 2025 (sábado), às 15h, na Objeto Particular, no Pacaembu, em São Paulo. Movido por uma pesquisa intersemiótica, a mostra apresenta um corpo de trabalho que se articula entre a pintura, escultura e o desenho, numa instalação pensada para este espaço que visa refletir sobre a camadas de percepção e interpretação de um olhar poético que expande questões metafísicas nos trabalhos apresentados.O texto crítico fica a cargo de Catalina Bergues.


A partir do tema “Nítido e Obscuro” (1993), do álbum Delírio Carioca, do compositor brasileiro Guinga, Bolota parte das letras para o seu preceito, revelando no seu gesto a fragilidade ocular das suas limitações perceptivas. Afinal, “É sempre nítido e obscuro o que se quer”. É nesta ambivalência, recorrente na linguagem do seu trabalho, que Bolota procura desdobrar a perspectiva, traduzindo binómios incorrigíveis.


“Tudo começou numa necessidade de ver ao longe. Se, neste momento, me encontro numa grande metrópole em que não vejo o horizonte, para superar essa ausência, tive que me ausentar várias vezes de São Paulo para encontrar essa linha fugaz, que se estende na horizontal, acompanhando o nosso alcance visual. Quando uma imagem nos entra pelos olhos, é invertida pela retina e processada de modo a ficar corrigida pelo cérebro. Pela genética que herdei, a imagem que meus olhos recebem passa por duas correções: a primeira, um ângulo de quinze graus, de seguida, a correção focal que as lentes dos meus óculos corrigem. E, por isso, defeitos à parte, esta exposição debruça-se sobre uma correção constante — a perceção — que temos daquilo para o qual estendemos o nosso olhar. Trata-se, portanto, de uma forma de ver constantemente sujeita a interferências e alterações que, de uma forma ou de outra, procuram corrigir o meu olhar", diz Diogo Bolota no texto crítico.


Sobre o artista

Diogo Bolota nasceu em Lisboa/Portugal, em 1988. Vive e trabalha entre São Paulo e Lisboa. Estudou Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, entre 2006 e 2008, e licenciou-se em Arquitetura na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, em 2012. Em 2013, concluiu o MA Drawing pelo Wimbledon College of Arts, University of Arts, Londres. Expõe regularmente desde 2014.


Apresentou as exposições individuais: “A infamiliaridade das coisas”, 2024, CAMA São Paulo - Kubikgallery, em São Paulo; “C’est quoi cette danse?”, 2024, Galeria Dialogue, em Lisboa; “Partida do Fim”, 2023, Gabinete Giefarte, em Lisboa, com curadoria de Ana Anacleto; “The Air-Conditioned Nightmare”, 2021, Uma Lulik Gallery, em Lisboa; “Defeito Desfeito”, 2020, no Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes com curadoria de Luísa Especial; “Sinalefa”, 2016, no Mu.sa - Museu das Artes de Sintra; “Esgaravatar”, 2016, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, em Lisboa; “Objectar”, 2016, no Museu Geológico de Lisboa; e “Sabotagem”, 2015, n’A Ilha no Maus Hábitos, no Porto. Entre as exposições coletivas destacam-se “Contravenção” do espaço Buraco na Gruta em São Paulo, 2025, “Escuta à procura de Som" com curadoria de Isabella Lenzi, 2019, no Consulado Geral de Portugal em São Paulo; “Nome do Meio", 2018, na Moradia; “Cidade Jardim”, 2017, na Galeria Diferença, duo com Fernando Brito; “Babel”, 2015, na Miguel Justino Contemporary Art; e “Canto Chanfrado", 2014, no Espaço Avenida 211.


Tem o seu trabalho publicado pelas editoras Sistema Solar / Documenta, Caixa Negra (Saco Azul) e Fundação de Serralves. Em 2024, foi nomeado para o prémio Norberto Fernandes. Em 2017, foi nomeado para o prémio Novo Banco Revelação, Fundação de Serralves. Em 2019, foi artista residente da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).


O seu trabalho está presente na CACE - Coleção de Arte Contemporânea do Estado; Fundação Carmona e Costa; Coleção Figueiredo Ribeiro; Coleção Eduardo Rosa.


Sobre o espaço

Objeto Particular é um espaço cultural em São Paulo, criado pelo publicitário e colecionador Sérgio Godoy, que funciona como uma galeria e um local de encontro para artistas contemporâneos brasileiros. O espaço expõe e vende objetos variados, incluindo obras de arte, itens de mobiliário, decoração, impressos, itens colecionáveis e outros objetos, com foco na arte popular brasileira. A galeria busca ser um espaço aberto e múltiplo, com exposições regulares de artistas populares e emergentes.


Escute a canção “Nítido e Obscuro” (1993) do compositor brasileiro Guinga

https://www.youtube.com/watch?v=Lc-mwKhBCHQ 


SERVIÇO

Exposição “Nítido e Obscuro” de Diogo Bolota

Texto crítico: Catalina Bergues


Abertura: 23 de agosto de 2025 (sábado), 15h às 21h

Visitação: 25 de agosto a 20 de setembro de 2025


Segunda a Sábado, das 10h às 18h

Entrada Gratuita


Local: Objeto Particular

Rua Gustavo Teixeira, 362

Pacaembu - São Paulo, SP -  01236-010


redes sociais

Diogo Bolota @diogo.bolota

Objeto Particular @objetoparticular

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